Ai está... mais uma historia louca, nessa faze estão saindo poucas. mas é o que o que está fluindo. Sem mais papo furado... paz
*Seja sincero, não desdobre quem um dia lhe deu confiança* queira!
Aquele homem sem saber o que iria acontecer no futuro, encheu a boca pra jurar em um grito, que ecoou por toda a baixada, que iria matar e não havia escapatória. Saiu bufando. Envelheceu no mínimo um ano, somente no fato ocorrido. Tinha a expressão de dor, quem olhasse em seus olhos veria as borbulhas do caos e a vermelhidão da raiva concentradas juntas. Perdeu os sentidos e perdeu também a noção de tudo.
Entrou no bar e notou que o inimigo não estava lá. Pediu sua bebida e esperou de pé ao lado da porta. Olhava no velho e imundo espelho sua cara torta. Castigada pelo tempo e pelo sofrimento, que não faltaram em um dia sequer da longa escola da vida. Em sua vida. Quando deu por si, o bar estava fechando. Saiu a caminhar, procurando algo que nem ele sabia o que era. Nem eu.
Caminhava na calçada da movimentada avenida. Tentava aproveitar a vida que não foi vivida. Mexia com as moças que saiam dos bailes, quase apanhou na frente de um bar e não se cansava de caminhar. Avistou a moça e atravessou a rua, quase nua, ela cobrava caro. Dinheiro que ele não tinha no bolso. Parou em frente à boate. Tinha desprezo daquelas pessoas. No fundo ele era uma pessoa boa.
Quando voltou a caminhar, olhou para o outro lado da rua e me viu. Lá estava o seu maior inimigo. Se coçou, mas o revolver trancou na cinta. Saiu correndo pronto para tirar a minha vida. Corria com vontade, acho que se precisasse correria uns bons quilômetros. No memento eu não entendia nada, só via ele correndo em minha direção. Foi quando o enorme carro de luxo veio e o acertou em cheio. Voou alto. Livre como um pássaro que cai do ninho. Segundos de doce ilusão.
Morreu. Como todos nós faremos um dia. Pagou o preço pela raiva que o dominava. O ódio. Na verdade, eu nuca soube ao certo porque ele queria minha cabeça. Não sei nem o que leva uma pessoa a querer matar alguém. Mas assim continuo vivo. Seguindo as regras que são impostas, e empurrando com a barriga o que não gosto.
Escrito por Christofer Silva às 01h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|